26 setembro 2005

Prepare os ouvidos. E o bolso...

A ANATEL autorizou algumas emissoras de radio brasileiras a ativarem, experimentalmente, transmissao por sinal digital. Essa tecnologia, ja rotineiramente empregada no mundo industrializado, permite uma qualidade de audio nas radios AM equivalente `a atual qualidade das FM analogicas, incluindo multiplexacao (stereo), e nas FM digitais produz qualidade de audio CD, permitindo ainda alguns "bells and whistles". Ainda nao foi definido qual padrao de codificacao/transmissao sera o adotado no Brasil para o radio digital, embora nao surpreendentemente esteja sendo empregado o padrao dA Matriz nos testes, e provavelmente venha a ser mesmo este o adotado em definitivo.

No momento nao ha receptores de radio para essa tecnologia disponiveis no nosso mercado, mas certamente chegarao `as prateleiras tao logo o padrao seja definido e as transmissoes autorizadas em definitivo. A julgar pelos precos praticados na Europa, sera coisa reservada a bem poucos: no velho continente os equipamentos mais baratos estao na faixa de 100 euros, os de topo superando facil a casa do milhar.

1 Comentarios:

Anonymous Anônimo disse...

O padrão utilizado para os testes no Brasil (IBOC ou "In-Band On-Channel") é ainda experimental mesmo nos EUA. Seu uso por rádios AM, em especial, é problemático, devido a interferência em canais próximos.

Pra piorar a situação, diz que o som ainda deixa muito a desejar, tendo vários artefatos digitais que fazem o rádio parecer estar submerso. As maneiras de lidar com ambos os problemas são as de sempre, compressão digital (AAC ou alguma forma de MPEG) e DRM, o que pro meu gosto só piora a situação.

O formato europeu (DAB ou Digital Audio Broadcasting), onde a implementação do sistema está mais avançada que nos EUA, utiliza compressão MP2, o que significa uma necessidade de bitrate 50% maior que MP3. Cuja qualidade de som já não é grande coisa.

Consta que, em ambos os casos, as rádios provêm soom de qualidade igual ou pior à das rádios FM atuais. O formato americano, quando usado de maneira híbrida (transmitindo o som analógico e digital ao mesmo tempo), é incompatível com som estéreo em AM e, segundo previsões, também deve ser incompatível com estéreo em FM, para que possa se abrir mais espaço de banda para outras rádios.

Enfim, é uma tecnologia ainda em sua infância, e que na melhor das hipóteses resulta em um sinal igual ao velho e bom FM. Pode-se, também, imaginar a demanda quase inexistente pela tecnologia. Junte-se a pouca demana à novidade da tecnologia, e o preço dos aparelhos está mais do que explicado.

Eu, sinceramente, acho que XM tem bem mais futuro do que essa história de rádio digital.

13:08  

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