blá, de novo
Inaugurações
Não sei se vamos ter sorte, a Tânia Carvalho e eu, com a ONG que fundamos contra inaugurações com discursos longos: http://www.inauguresemdiscursoslongos.cjb.net/. O momento da inauguração é realmente o momento em que os que produziram e possibilitaram o evento se sentem gratificados e querem destacar os que ajudaram. Todo mundo quer fazer seu marketing. A lista dos mencionados não tem fim, parece aquela de Don Giovanni, em que ele enumera suas amantes: um pergaminho que se desenrola escadaria abaixo. Acrescenta-se ainda a oportunidade única, como acham os políticos, de poderem dar um recadinho e falar inclusive de eventos futuros, em andamento ainda, mas já pretendendo abocanhar frutos eleitoreiros. O falatório vai até que o público começa a virar os olhos, trocar de pernas, encostar-se na parede, bater papos com amigos em vez de escutar. Muitos tiram um fininho, dão uma saída à francesa. Será que isso ajuda alguém? Uma hora e meia de discursos na abertura da 5ª Bienal do Mercosul ocupou um tempo precioso que poderia ter sido usado para fazer uma festa, uma festa de encantos, uma festa visual. Uma pequena prova do que poderia ter sido foi o artista Fernando Lanos, que invadiu a inauguração com sua TV portátil e jogou na parede papeleiros e gente de rua, abaixo do telão onde discursavam os poderosos. Uma aparição, melhor dito uma "travessura", por Elcio Rossini e sua oca-tenda-asa-bola-voradora, deslocando a massa humana, teria dado o frisson necessário para uma festa visual que tinha como assunto o espaço. Os Oi Nóis Aqui Traveiz poderiam ter ocupado os três andares do Santander Cultural, mexendo com o público como tão bem o fazem. Aí ninguém teria sentido falta do coquetel que não houve, ou que passou de raspão. A chance de encantar 1500 pessoas (ou foram 2000?, no Bar do Cofre estavam os penetras, único local com vida própria!) foi perdida, poderia ter sido a festa visual, com gosto de antepasto para a própria Bienal. Mas sempre existe a possibilidade das coisas melhorarem na próxima. Feliz foi a abertura da 11ª Jornada de Passo Fundo, em agosto, quando o grupo Viramundos deixou o público com os olhos brilhantes e feliz, sem deixar os promotores infelizes. Tudo na medida certa.
Dizem que na inauguração da ONG "inauguresemdiscursoslongos" (http://www.inauguresemdiscursoslongos.cjb.net/)
Maria Tomaselli fez um discurso de 45 minutos sobre neurolinguistica e Tânia Carvalho "brindou" a platéia com um resumo de sua carreira, que durou 37 minutos. Após estes discursos, padre Chico abençoou a todos (14 minutos). o Vereador Canela, representante oficial, discursou por mais 32 minutos,
Tudo rápido. Coquetel com bebidas quentes e risólis enfarinhados.
nada de coque
foi na fome mesmo