Poeiras
No curto passeio de ferias, conheci Blumenau. Quer dizer, conheci... Visitei, brevemente.O mais chamativo, claro, a vistosa decoracao do centro preparando a vindoura Oktoberfest, faixas amarelas, vermelhas e pretas por tudo. Tudo germanicamente limpo, detalhe encantador os bancos (de sentar), duzias deles na rua XV, a principal, amplos, acomodando cinco pessoas com folga e com o detalhe de terem a cada lado uma mesinha de pedra acoplada, para largar embrulhos e mesmo eventualmente, suponho, um caneco de cerveja.
Uma catedral sui-generis bem em frente ao hotel onde fiquei — o alto monumento ali na esquerda da foto, com tres furos redondos, e' o campanario da igreja, todo em enormes, macicos blocos de pedra cortada, dentro de cada furo um sino. Pela cidade arquitetura que, em diversos lugares, gritantemente na Prefeitura e alguns outros predios, ecoa as origens. No entanto, embora a colonizacao alema, ha evidente contaminacao de maus habitos portugueses: embora a cidade seja cortada pelo rio Itajai-açu, relativamente largo, veloz e barrento, nao ha acessos ao rio e, nas ruas que o bordejam, uma mureta limita as calcadas, as aguas visiveis apenas atraves de estreitas frestas. Outra peculiaridade interessante, os genios da engenharia de transito de la determinaram que varias das ruas do centro tenham mao inglesa!
Cerveja? Farta e boa. As gentes? Nao deu tempo...
Qualquer hora volto, para mais vagar.