De Novo
Outra vez, descobriram a polvora: o juiz da Vara do Juri do Foro Central de Porto Alegre, Mauricio Alves Duarte, concluindo que a repressao contra drogas nao apenas e' inutil mas contraprodutiva, emitiu "Uma Proposta Para Reduzir a Violência e Mortes Advindas do Tráfico de Entorpecentes", essencialmente propondo legalizar, regulamentar e, eventualmente, tributar o uso e a venda dos chamados toxicos.Como sempre, as objecoes de sempre, das fontes de sempre. Como sempre sem fundamento fatico algum; nao faltando um doutor "especialista" dizendo, como sempre, que "nos medicos somos contra".
Nos quem, cara-palida?
E' claro que nao prosperara a proposta, igualmente pelos motivos de sempre — acima de todos o poderoso, pesadissimo lobby dos baroes da droga para quem a proibicao e as leis severissimas, onerosissimas, sao indispensaveis em garantir sua bilionaria margem de lucro.
E, finalmente, para manter a receita de sempre, a autoridade revela desconhecimento do assunto que aborda. Contaminado pela sempre mentirosa, sempre enganosa campanha anti-drogas, S.Exa. o juiz aventa poder-se-ia excluir o crack, por exemplo, da legalizacao, "diante do seu potencial destrutivo". Como se crack e cocaina nao fossem nomes diferentes exatamente da mesma coisa...
Anos atras — exemplo arquetipico — o Mathias Flack, um dia delegado da repressao a entorpecentes, tornou-se juiz e, em tempo, ante os fatos gritantes tornou-se, de adepto feroz da repressao, em apostolo da legalizacao. Nao deu em nada entao, o que pregava. Nao vai dar nada agora; talvez no maximo uns poucos pares de reportagens, devidamente distorcidas e desinformativas. Pelos motivos de sempre.
A roupinha do tal juiz tá uma gracinha! Parece um presidiário.
Espero o Roman comentar, pois ele se preocupa com temas da moda de Porto Alegre, sapatinhos, bico, fino, salto alto,...
Teu foco é preciso, e precioso, anônima libélula.
Mas deixa disso de timidez, abre de par as portas desse armário e esvoaça, esvoaça.