Obrigado, nobre fariseu
Muito obrigado deputado, pelo seu pavio curto.
Data vênia, muito obrigado, também, por sua cabeça quente.
Muito obrigado, por ter, como o senhor disse, sublimado o seu mandato.
Muito obrigado, por soltar a língua, quando seu preposto nos Correios foi pego com a mão na ma$$a.
Muito obrigado, por ter exposto à nação como estão podres os seus alicerces políticos.
Podridão que, diga-se, o senhor ajudou a forjar.
Muito obrigado, por pedir aos seus advogados para recorrerem, dando-nos a oportunidade de vê-lo cassado duas vezes.
Será um belo exemplo à juventude de como a laia deve ser tratada.
Leve o meu muito obrigado e um pedido: não volte mais. Poupe-nos. Dedique-se à música.
Como sinal final de gratidão, faço votos que a carreira de cantor lhe dê tantas alegrias e realizações, que o senhor não coloque mais as mãos na política. O país ficará melhor e mais limpo.
P.S.: Tenho o que lamentar, nobre deputado: por problema técnico do Blogger, não consegui ilustrar esta matéria com sua foto de olho roxo. Mas aproveito a oportunidade para agradecer ao Lupicínio Rodrigues pelo gesto de colorir-lhe a face. Foi justo e também ele, no ato, conjugou o verbo sublimar.

(Ilustrado por alguém, quando o servidor voltou. Gracias.)